27.4.06

DIÁRIO POPULAR 27/04/06



Cidade:
Discussão é cultura

Roberto Ribeiro

Qual a política cultural que Pelotas quer? Como formatá-la e, talvez mais importante, como geri-la? A discussão sobre a cultura local sai da mesa de bar e vai para um auditório - o do Instituto de Ciências Humanas (ICH/UFPel). É lá, na zona do Porto (Alberto Rosa, 154), que amanhã e sexta-feira ocorre a superesperada Conferência Municipal de Cultura - realização da Secretaria de Cultura (Secult) em parceria com a UFPel. Pode-se até torcer o nariz para o que chamam de institucionaliza-ção do fazer cultural. Pode-se. Porém, para quem tenta (sobre)viver de sua própria arte em Pelotas, a expectativa é de que a Conferência se converta numa rara oportunidade de definir, senão totalmente, boa parte dos rumos a serem tomados no setor daqui para frente. Por isso o evento é tão aguardado."É um desejo antigo colocar a cultura em discussão", explica o ator e diretor de teatro, Aceves Moreno. Ele é otimista em relação ao evento ("que outras administrações não fizeram", emenda). Para Aceves é oportunidade de colocar a comunidade cultural diante de quem vai gerir a cultura na cidade pelo menos até 2008. Indagações não faltam: "Que cultura Pelotas quer, qual a que tem, quem deve ser atendido por ela, quais os caminhos e as formas de geri-la, enfim, a Conferência está aí para nos dizer - por isso a sua importância." Opinião similar tem seu colega de segmento, o teatrólogo - e também músico - Cardo Peixoto. "A Conferência chega mais que na hora", diz ele. Justifica: "Há coisas acontecendo, trabalhos sendo feitos e arestas a serem aparadas junto aos gestores", disse ele.Dentre essas arestas a cantora Ana Mascarenhas, já inscrita, cita uma: ausência de projetos na área musical que contemplem novos talentos. Lembra do 277, da gestão anterior, e critica o Sete ao Entardecer, da atual gestão, revival assumido do extinto Música ao Entardecer. O primeiro, para ela, teve o mérito de permitir que muita gente mostrasse seu trabalho pela primeira vez, enquanto que no segundo "isso parece não acontecer". "Por isso é importante realizar esta Conferência, não adianta falar pelos cantos, como tenho visto, e quando há oportunidade não aproveitar."E é exatamente isso o que deverá acontecer com o contingente que lida com o hip-hop na cidade. Conforme o rapper Gagui IDV até ontem ele não acreditava que o segmento fosse representado na Conferência. Não é boicote. É desarticulação. "Infelizmente o movimento hoje em Pelotas não consegue se organizar. Acho que nossa participação seria importante", admite ele, que não vai à Conferência por absoluta falta de tempo. "Trabalho de dia e estudo à noite", comunica. No entanto, cita outro motivo que segundo ele afastaria rappers e afins da Conferência: descrença. "Participamos da conferência realizada no governo anterior e não deu em nada", critica. A reportagem lembra que o governo mudou. Nem por isso, para Gagui, o hip-hop se sente à vontade na atual gestão: "Uma das primeiras declarações públicas da secretária (Beatriz Araújo) deixou claro que o Sete de Abril estaria fechado para o rap, que rap é um movimento das ruas. Concordo. Mas nas ruas nós sempre estivemos, nós queremos é romper esta barreira."Cereja do boloUm dos momentos mais esperados da Conferência Municipal de Cultura é o que reconstitui o Conselho Municipal de Cultura. No final do evento, sexta-feira, cada segmento presente à Conferência (Artes Cênicas, Artes Visuais e Audiovisual, Literatura, Manifestações Populares, Música e Memória e Patrimônio) indicará representantes para compor o CMC. O coreógrafo Daniel Amaro é um entusiasta do retorno do Conselho. "Como pretendemos fazer cultura sem um Conselho", pergunta, ressalvando: "Se funcionar a pleno será um aliado de todos nós que vivemos de arte na cidade."O projeto de lei que restabelece o Conselho Municipal de Cultura está na pauta da Câmara de Vereadores para ser votado hoje, segundo informações do secretário adjunto de Cultura, Mogar Xavier. Conforme ele, o projeto já foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em reunião extraordinária. De autoria da Secult, o projeto determina 30% do total de vagas para representantes dos poderes Executivo e do Legislativo e 70% para os trabalhadores culturais do município. As inscrições, gratuitas, para participar da Conferência Municipal de Cultura podem ser realizadas na sede da Secult (praça Coronel Pedro Osório, 2), a partir das 14h.Na edição de amanhã, a programação completa da Conferência Municipal de Cultura

23.4.06

CHIBARRO MIX CULTURAL


CHIBARRO MIX CULTURAL

A incubadora na Universidade Federal de Pelotas (UFPel) existe há oito anos. Agrega projetos de intervenção sociocultural voltados às populações mais carentes da sociedade. Em 2004, com recursos do Ministério da Cultura, a marca Chibarro Mix Cultural ganhou impulso e se tornou rede solidária, integrado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, professores e estudantes universitários, lideranças comunitárias e artistas de rua. O objetivo é preservar, fomentar e democratizar as manifestações artísticas populares. A incubadora Chibarro articula extensão universitária, produção cultural solidária, formação e capacitação, criação cênica, música, jornalismo comunitário, geração de trabalho e renda, memória e comunicação social. Entre as principais atividades estão as aulas e oficinas para comunidades da periferia (empreendedorismo cultural, dança, música, cultura digital, percussão, futebol, grafite e produção audiovisual), promoção e organização de eventos científicos, artísticos e culturais, ensaios sistemáticos dos grupos, participação em congressos e seminários acadêmicos, concursos artísticos e festividades comemorativas.

Atividade Data Hora Local Abertura da Sede à visitação
26/04/06
08h / 22h30min
Sede Exposição:Armar a terra Artista plástico Hamilton Coelho(Ponto de Cultura de Santa Vitória do Palmar/RS)
Chibarro
Artista plástico Georges Conde 26/04 até 05/05/06 segunda à sexta-feira
08h / 18h
Prédio do Mercosul Memorial Audiovisual Temático(Rede Chibarro) 26/04
09h / 18h
Sede
Oficinas & Apresentações artísticas:[ incrições no local - vagas limitadas ] Oficina de Instrumentos de Sopro Oficineiro: Madeirinha / Banda Democrata Oficina de Dança Afro Oficineira: Joice / ONG Odara Oficina de Dança de Rua Oficineiro: Vovô / Grupo Piratas de Rua
26/04
10h / 13h
Sede Exposição:Chibarro Mímesis e Rede Solidária
26/04
15h
Prédio do Mercosul Mesa de Abertura Presença do secretário Célio Turino(Secretaria de Programas e Projetos Culturais - MinC)
26/04
15h / 16h30min
Prédio do Mercosul Encontro dos Pontos de Cultura da Metade Sul/RS Presença do secretário Célio Turino
26/04
16h30min / 18h
Prédio do Mercosul Coquetel de Lançamento
26/04
18h Prédio do Mercosul Ritual de Benção (manifestação afro religiosa). Presença do secretário Célio Turino
26/04
19h / 19h30min
Sede Grupo Experimental: Apresentação da Rede Chibarro. Presença do secretário Célio Turino 26/04
19h30min
Sede Seminário Inclusão Digital e Software Livre: A Experiência Piloto do Projeto Casa Brasil. Lançamento do site do Chibarro (www.chibarro.com)
28/04
19h / 22h
Prédio do Mercosul I Acampamento dos Agentes Cultura Viva (Ponto de Cultura de São Lourenço do Sul)
29/04 à 30/04
Camping de São Lourenço do Sul
Nos dias 27 e 28/abril/06 estará acontecendo, no Instituto de Ciências Humanas ICH/UFPel, a Conferência Municipal de Cultura (Pelotas). Mesa de Abertura com o secretário Célio Turino – MinC.
Endereços Centro de Integração do Mercosul (UFPel): Rua Andrade Neves, nº 1529 (Calçadão esquina Lobo da Costa) – Pelotas/RS.
Sede do Chibarro (UFPel): Praça Sete de Julho, nº 180 (Calçadão esquina Lobo da Costa) – Pelotas/RS.

Organização
Augusto – (53) 8409.4367 – e.mail: coordenacao.geral@chibarro.com
Eliane – (53) 8402.7773 – e.mail: coordenacao.geral@chibarro.com
PC – (53) 8113.0578 – e.mail: coordenacao.pedagogica@chibarro.com
Micheli – (53) 8411.3631 – e.mail: coordenacao.executiva@chibarro.com

11.4.06

Nitro DI - Entrevista ( 22 / 03 / 2006 ) Por: Noise D Fotos: Arquivo

Fábio MF, 29 anos, é o MC e produtor Nitro DI.Gaúcho, nascido no bairro Partenon, em Porto Alegre, é um descendente direto da Rua Guedes da Luz, uma das primeiras asfaltadas do bairro no fim da década de 80. Entrou para o mundo do Rap por eliminação simples. No tempo em que a Guedes da Luz reunia moradores do Morro da Polícia e era oficiosamente fechada para se transformar em ponto de encontro da rapaziada do bairro, Nitro DI começou a projetar sua carreira musical.Com um trabalho de muita atitude e qualidade novo na praça, Nitro DI nos fala sobre sua vida no Rap, seu trabalho como produtor e muito mais.

Bocada-Forte: Nitro, fale-nos de seu trabalho, “Fortes Corações”. Fale sobre a produção e participações, das dificuldades e dos aprendizados que teve.
Nitro DI: É meu trabalho de re-estréia na cena. Demorei 4 anos para chegar nesse disco, desde o primeiro ano em que não sabia direito o que iria fazer, passando pelo meu EP um tempo depois onde já tinha um objetivo. Produzi e escrevi todo em casa, num PC, contando com a ajuda de alguns aliados e apoio de muitos companheiros de caminhada. Na parte de finalização tive a ajuda de gente que já tinha mais conhecimento do que eu, me fazendo aprender muito com esse disco. Nomes como DJ CIA, Tejo (Instituto) e meu principal colaborador, Guga Munhoz, me ajudaram a garantir a qualidade do trabalho. As participações desse disco são muitas, até porque, nesse tempo todo nunca parei de fazer musica, já que montei um estúdio com esse objetivo. São pessoas que tenho afinidade musical e trabalham do mesmo lado que eu, o lado do resgate. Gente como, Mark B, DJ Only Jay, DU, Amarelo, Spaw, PX, Endrigo, K-dão, Negra Si, Jackson e DJ Anderson. Músicos da capital como, Tonho Crocco (Ultramen), Andréa Cavalheiro, Bira Matos e Zé Natalio. Aliados da cena nacional contribuíram com seu talento, DJ Cia, como já falei, meu grande amigo Helião e a Família RZO, além do grupo Função RHK, Pixote e Tio Fresh (SP Funk). Tudo só fortificou ainda mais nossa corrente. Acredito que esse álbum traduza bem quem sou e qual minha proposta no Rap.

B.F: Todo seu trabalho como MC, sempre foi baseado na sua vivência e em mensagens positivas. Conte para todos qual foi a sua idéia inicial com o álbum. Que mensagem você tenta passar em “Fortes Corações”, como um todo.
Nitro: O nome estava na minha frente o tempo todo. Pra quem faz as coisas como nós, com pouco recurso e baixíssimo orçamento tem muita raça e o coração forte. È isso que aprendo todo dia na minha quebrada e nas que visito sempre que convocado. Quis traduzir o lado vencedor da periferia, que é o que vejo no olhar dos guerreiros que convivo diariamente no Adversus. Da adversidade nasce o guerreiro. Tentei colocar isso no meu disco. É dedicado a cada coração forte da periferia, gente que agüenta no osso a desigualdade e tem que viver como eu.

B.F: Dentre as faixas do álbum, qual a que você mais se identifica e por que.
Nitro: É bem difícil essa pergunta, é como pergunta pro pai qual filho ele gosta mais. Mas tem algumas faixas que me marcaram mais. A “Sem rancor” foi meu retorno e muita gente se identificou. Outra é “Nitro Dizz”, onde questiono a periferia sobre quem realmente luta por ela, alertando também que de tanto a mídia querer fabricar um produto ela comece a sentir falta do que é de verdade, tendo que dar o braço a torcer pra nós. A faixa “Sai...” coroou a parceria que fiz com o DJ Only Jay e meu guerreiro Mark B, que me acompanham nos shows. A música é pra espantar coisa ruim! Outras que destaco são “Tamo di pé” com participação do Amarelo e Yrmandade Catraia e com os riscos do DJ Anderson junto com o Only. E tem também a última faixa do disco, gravada em São Paulo, com o DJ Cia e a Família RZO, gente que me identifico muito. As músicas tem muito sentimento, a faixa “Não à dor” com o DU, do Manos do Rap, e a “Reflexão”, última do disco, com Tonho Crocco e Negra Si, são exemplos... Pra mim é dificil destacar uma, cada faixa tem uma história e uma energia.

B.F: Durante o início de sua carreira como MC você esteve vinculado ao grupo Da Guedes. Foi uma caminhada e tanto, onde vocês conseguiram conquistar muito espaço. Depois veio a Cooperativa Adversus e a vontade de ter liberdade, de caminhar com as próprias pernas e ajudar àqueles que não tinham as mesmas chances. Conte pra gente como foi essa trajetória. Quais foram às dificuldades e, hoje, que frutos você colhe?
Nitro: Como eu comentei na 1ª pergunta o inicio é bem turbulento. Após minha decisão de sair do Da Guedes, que eu considero meu primeiro projeto musical, saí com objetivo de contribuir com o crescimento da cena gaúcha. Já tinha montado um estúdio e estava cansado de ver grupos e amigos de muito talento quase jogando a toalha por falta de perspectiva. Me envolvi demais com a idéia de formar uma espécie de Cooperativa onde pudéssemos acessar artistas independentes. Então decidi que divulgaria, de algum modo, todo o trabalho que eu desenvolvia com os grupos através da Internet. Nasceu daí o site, em parceria com o Bocada-Forte. Nossa primeira janela pro mundo, avisando que existíamos e estávamos fazendo coisas boas. Porém de lá pra cá são quase 5 anos e as dificuldades continuam as mesmas. As empresas, mesmo do nosso ramo, não apóiam esse tipo de atitude por acreditarem que não se tem retorno com esse tipo de ação. Eles querem quem está na mídia. Não enxergam que podemos dar um ótimo retorno até mesmo pra imagem de quem nos apóia. É f**a! Trabalhar com cultura independente no Brasil é quase frustrante às vezes. Nossa compensação esta em cada olhar que deixa de ser maldoso e se torna esperançoso. E a gente só vê isso na periferia. Vou lutar pra que as outras classes da sociedade enxerguem também e nos ajudem a gerar renda pra nossas famílias.

B.F: Quais são os seus projetos para o futuro, como MC, e o que a Adversus trará de novidades para o ano de 2006?
Nitro: Bom, meu disco é a cobaia do selo Adversus Discos. Quero dar continuidade a esse projeto registrando e colocando pra rua alguns artistas que já tenho compromisso. O lançamento oficial disso será no dia 10 de Maio, junto com a estréia do novo show do meu disco. Quero ampliar ainda mais em 2006 o site Adversus.com.br, tornando ele ainda mais democrático. Fazendo com que ele funcione como uma ferramenta de divulgação para artistas independentes ligados ao Hip-Hop da região sul do Brasil.

B.F: No último Prêmio Hutuz, você recebeu a distinção de “Produtor Revelação do Ano de 2005”. Sabemos que seu trabalho com produção já vem de longa data e que você é autodidata no assunto. Conte pra gente qual a emoção de ver o seu trabalho reconhecido. Fale-nos também de como se deu essa caminhada, das dificuldades e dos planos pro futuro com o estúdio.
Nitro: É tão difícil ter reconhecimento de nosso trabalho hoje em dia. Fiquei muito feliz com o prêmio. Mas por saber que gente de conceito da cena nacional que valorizou todo uma correria incansável que faço desde que comecei no Rap em 93. E o pior é que há um tempo atrás não acreditava em “prêmios”, mas vi a importância de ser reconhecido. Ainda mais quando tu faz as coisas com o coração. Foi bem importante pra mim.

B.F: Muitos ainda confundem a cultura de rua Hip-Hop com a música Rap. Isso muito fruto da mídia de massa. Além disso, vemos toda uma cobrança, por parte de pessoas que se dizem “militantes do Hip-Hop”, que cobram mais atividade social dos artistas do meio. Como você encara a questão pelos dois lados da moeda: o lado ATIVISTA e o lado ARTISTA? Você se considera mais um do que outro?
Nitro: Não. Pra mim os dois andam juntos ou bem separados. Quem é militante é desde que entrou na cultura Hip-Hop. Claro, tem aqueles que querem parecer que são, para ganhar credibilidade, mas a periferia não é boba e sabe quem anda lado a lado. Na minha opinião ser militante não á apenas fazer trabalho voluntário e se rasgar pelo povo se rebelando contra o sistema. Ser militante é carregar isso dentro da gente, no peito. É saber de que forma pode alertar e contribuir socialmente com sua comunidade. Fazendo música a gente já pode exercer militância. Nossa postura na hora de dar uma entrevista, seja onde for, é uma forma de militância. O Artista ou ativista tem que usar a inteligência pra saber pelo que luta e onde quer chegar. Conheço verdadeiros militantes que não falam, nem se mostram, apenas fazem! Seja na música, na dança ou no Graffiti. Infelizmente, só militância não enche nossa barriga. Já somos adultos, com média de idade de 30 anos. Temos que ser artistas ativistas!

B.F: Sabemos que sua parceria com o DJ Only Jay é muito forte e que sempre, em todos os seus trabalhos, você gosta muito de incluir scratchs e colagens. Fale-nos um pouco sobre qual importância você dá aos toca-discos na hora da produção instrumental e como se dá ela (as etapas de produção). Você divide a tarefa com o DJ?
Nitro: Sou bem fiel a raiz da musica Rap. No caso DJ e MC, não existe um sem o outro. Gravar um disco de Rap sem scratch é o erro mais grave na minha opinião. Sobre as etapas... Elas vão rolando conforme as necessidades da música. Cada som é um caso. Sempre quis montar um show em que o DJ participasse mesmo! A sintonia artística que tenho com o Only Jay é impressionante. Desde o primeiro teste de gravação e o primeiro show juntos vimos à força que tem um MC e um DJ. É por isso que eu quis valorizar esse elemento no meu disco, convidando outros DJs para interagirem com a gente no disco. Um MC que produz tem que contar com a opinião e a contribuição dos DJs. Eles são os caras que vão tocar teu som na pista, rádio e eventos. Eles sabem o que o povo quer. Eles nos alimentam com informação sonora.

B.F: Sabemos que existem muitos bons MCs no Rio Grande do Sul. Muitos deles nem mesmo tem a possibilidade de gravar ou, em virtude da luta diária e da profissão que desenvolvem, não tem o tempo necessário pra se dedicarem de corpo e alma. Fale-nos sobre quais são suas esperanças a respeito do Rap gaúcho para 2006.
Nitro: A gente nunca perde a esperança, mesmo no momento que passamos hoje. Difícil de acreditar, mas o espaço esta cada vez mais restrito para o Rap Nacional nos grandes veículos de comunicação. Não temos condições de pagar pra tocar. O Rap gaúcho e nacional ainda tem muito que amadurecer. Conquistamos muita coisa, mas hoje não é muito bem administrada por falta de espírito coletivo. Enquanto cada um fizer bem sua parte à coisa anda. O que não pode é torcer pro fracasso do outro. Ao contrário de algumas opiniões, eu ainda acredito que a musica Rap tem vez no Brasil. Precisamos repensar antigos conceitos.

B.F: O que anda ouvindo ultimamente? Que influências você teve na produção do seu disco?Nitro: Escuto música de todo o tipo. Busco selecionar o que realmente pode acrescentar. Tive influência de muita coisa americana e do resto do mundo na hora de fazer os instrumentais. Apesar de samplear musica gaúcha, o conceito todo vem de lá. É nessas produções gringas que a gente busca se atualizar. Busquei ao máximo fazer o meu som, minha identidade e apresentar algo de inédito para os ouvidos. É isso, obrigado a toda a equipe do Bocada que vem sendo nosso parceiro desde o inicio das minhas movimentações.Obrigado.

@dolescendo: Piratas desvairados

A dança de rua de Pelotas em evidência num dos maiores eventos culturais da América-latina. A Teia, que se encerra amanhã no Pavilhão da Bienal, Parque do Ibirapuera, São Paulo, é considerada por apreciadores um centro de excelência da alta cultura. E o grupo Piratas da Rua está lá, mostrando como o Sul trabalha e valoriza as manifestações artísticas da periferia. Cíntia PiegasEsta é uma semana especial para 26 jovens da periferia de Pelotas, que alimentam o sonho de um dia fazerem da dança uma profissão. Os méritos da gurizada do grupo Piratas de Rua - que coleciona prêmios em festivais de danças pelo Brasil afora - garantiram passagem direta para São Paulo como representantes do Chibarro, incubadora sociocultural da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), no Teia de Cultura, Educação, Cidadania e Economia Solidária.“Tínhamos tantos outros projetos para escolher, mas decidimos mandar o grupo pelo mérito artístico do projeto Hip-hop”, confessou o coordenador do Chibarro, Augusto Luís Amaral. O universo fascinante da rapaziada do Piratas de Rua virou alvo de pesquisa e tema do pós-graduação de Amaral. “São três frentes: memórias das manifestações artísticas, trabalho e histórico”, comentou. Como pesquisador, Amaral pretende deixar um vasto material para as próximas gerações. Difícil caminho do reconhecimento Para quem não sabe, conquistar primeiro lugar em festivais de danças em Porto Alegre, Curitiba e em outras diferentes cidades, requer ume esforço danado e muita persistência. A tal ponto que o constrangimento de pedagiar nos semáforos da cidade para compra das passagens poderia empurrar muitos dos jovens integrantes do Piratas de Rua para o abandono da dança. Mas não é assim que a galera pensa e age. Eles querem chegar ao topo: serem profissionais.“No início nós tínhamos que bancar tudo. Até mesmo para fazer apresentações pagávamos a condução”, confessou o premiado coreógrafo e líder do grupo, Uanderson Farias, de 26 anos. O grupo surgiu em 2002, através do projeto Cartografia Urbanas - Estética do Hip-hop, na Escola Superior de Educação Física (ESEF/UFPel). Mas sua origem está no projeto dança de rua da Escola Estadual Nossa Senhora dos Navegantes.O grupo que começou com apenas quatro integrantes, além de chegar à formação profissional, acredita que a dança contribui para a cultura da sociedade e da periferia. O Piratas de Rua, no entanto, só mostrou a cara em 2003. Jovens do Fragata, loteamento Dunas, Simões Lopes, Balsa, aos poucos foram se unindo ao grupo, que teve 40 integrantes. A turma se reúne no prédio histórico do antigo ICH/UFPel, onde, no pátio, se localizam a sala Multiusos, utilizada para ensaios, oficinas, exposições, reuniões e atividades administrativas, e a Sala Mix. Ainda em 2003 veio a consagração. Já na estréia, no Porto Alegre em Dança, o grupo conquistou o primeiro lugar. “No final de tudo, o esforço é recompensado”, reconheceu Farias ao lembrar das rifas, bingos e pedágios na avenida Bento Gonçalves. Ao mesmo tempo que o coreógrafo aposta na abertura de espaço para a cultura da dança de rua, lamenta a falta de reconhecimento por parte dos patrocinadores. “Quando saímos vencedores, o que passa pela cabeça é todo esforço que tivemos para chegar até aqui”, comentou Jaseir Silva de Almeida, de 23 anos, que faz parte da primeira formação do Piratas.A próxima parada do grupo será o Festival de Dança em Joinvile, em Santa Catarina. A turma ainda pretende participar do Festival Internacional de Hip-hop, em Curitiba. Mas para isso, precisam de patrocínio. “O que incomoda é um ter um trabalho de incontestável reconhecimento no Brasil e ainda ter de ir para rua pedir dinheiro para cobrir os gastos com viagens”, desabafou Amaral.Uma questão de responsabilidadeAos 26 anos, Farias, conhecido por vovô, sente o peso e a responsabilidade em dobro. Primeiro por ser o criador dos movimentos que garantem ao grupo prêmios e conquistas pelo Brasil afora. Segundo por ser referência para os jovens adolescentes que buscam na dança um futuro melhor. “Sei que se eu ajudar um, este vai ajudar a outro e assim por diante. No final, todos se sentem valorizados e motivados a estudar, dançar e ter uma profissão”, avaliou.Mas para assumir tal postura, vovô cobra disciplina. “Sou exigente confesso.” Farias explica que a dança de rua tem seus passos básicos e, a partir deles, podem ser criados diferentes estilos. O Piratas da Rua tem como base o Freestyle Hip-hop dancing. O coreógrafo confessa que passa 24 horas pensando na criação de um novo movimento. “É só escutar uma música, que flui a coreografia”, admitiu.De cara e coracaoEla é a única mulher do grupo. Nem por isso recebe tratamento especial, apesar de ser considerada uma das melhores do grupo. Camila Freda, de 14 anos de idade, entrou para o Piratas há dois anos. Movimentos rápidos e sincronizados com os parceiros, garante ela, são frutos de sete horas diárias de ensaios. Mas Camila não relaxa nos estudos e freqüenta a escola pela manhã. “Tenho o total apoio dos meus pais”, comemorou. Carlos Eduardo Machado, de 21 anos, o Gugu, é um dos fundadores do grupo. Ele teve de superar a pressão que sofrera em casa, quando o assunto era trabalho e estudo. Tudo para assumir a dança de rua. “Hoje eu ganho dinheiro dando aulas em escolas e outras cidades e até na Brigada Militar”, disse orgulhoso. Para o jovem, o principal está na amizade do grupo. “Aqui pensamos como uma família. Existe parceria. O negócio é tirar o pessoal da rua, com pensamento ocioso”, afirmou. Machado faz questão de ressaltar que está se preparando para prestar vestibular para a Educação Física na Esef/UFPel.“Tudo é muito simples. Vai do querer de cada um”, opinou Taison Furtado, de 15 anos. O adolescente se refere aos movimentos frenéticos da dança. Para o jovem, fazer o “espelho” - ficar todos parados na mesma posição, é o mais difícil.Acompanham os três acima: Edipo Gonçalves Camargo (16), Paulo Renato Corrêa Monteiro (23), Tiago Soares Meireles (16), Jorge Luís Motta Machado (24), Solismar Silva do Rosa (26), Jones Ferreira Silveira (20), Rodrigo da Conceição Nunes (19), Diogo Silveira Oliveira (17), Giovane Teixeira (17) e Cristian Cardoso (16).O que é o Chibarro Mix CulturalA incubadora na Universidade Federal de Pelotas (UFPel) existe há oito anos. Agrega projetos de intervenção sociocultural voltados às populações mais carentes da sociedade. Em 2004, com recursos do Ministério da Cultura, a marca Chibarro Mix Cultural ganhou impulso e se tornou rede solidária, integrado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, professores e estudantes universitários, lideranças comunitárias e artistas de rua. O objetivo é preservar, fomentar e democratizar as manifestações artísticas populares. A incubadora Chibarro articula extensão universitária, produção cultural solidária, formação e capacitação, criação cênica, música, jornalismo comunitário, geração de trabalho e renda, memória e comunicação social. Entre as principais atividades estão as aulas e oficinas para comunidades da periferia (empreendedorismo cultural, dança, música, cultura digital, percussão, futebol, grafite e produção audiovisual), promoção e organização de eventos científicos, artísticos e culturais, ensaios sistemáticos dos grupos, participação em congressos e seminários acadêmicos, concursos artísticos e festividades comemorativas.A dança de rua de Pelotas em evidência num dos maiores eventos culturais da América-latina. A Teia, que se encerra amanhã no Pavilhão da Bienal, Parque do Ibirapuera, São Paulo, é considerada por apreciadores um centro de excelência da alta cultura. E o grupo Piratas da Rua está lá, mostrando como o Sul trabalha e valoriza as manifestações artísticas da periferia. Cíntia PiegasEsta é uma semana especial para 26 jovens da periferia de Pelotas, que alimentam o sonho de um dia fazerem da dança uma profissão. Os méritos da gurizada do grupo Piratas de Rua - que coleciona prêmios em festivais de danças pelo Brasil afora - garantiram passagem direta para São Paulo como representantes do Chibarro, incubadora sociocultural da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), no Teia de Cultura, Educação, Cidadania e Economia Solidária.“Tínhamos tantos outros projetos para escolher, mas decidimos mandar o grupo pelo mérito artístico do projeto Hip-hop”, confessou o coordenador do Chibarro, Augusto Luís Amaral. O universo fascinante da rapaziada do Piratas de Rua virou alvo de pesquisa e tema do pós-graduação de Amaral. “São três frentes: memórias das manifestações artísticas, trabalho e histórico”, comentou. Como pesquisador, Amaral pretende deixar um vasto material para as próximas gerações. Difícil caminho do reconhecimento Para quem não sabe, conquistar primeiro lugar em festivais de danças em Porto Alegre, Curitiba e em outras diferentes cidades, requer ume esforço danado e muita persistência. A tal ponto que o constrangimento de pedagiar nos semáforos da cidade para compra das passagens poderia empurrar muitos dos jovens integrantes do Piratas de Rua para o abandono da dança. Mas não é assim que a galera pensa e age. Eles querem chegar ao topo: serem profissionais.“No início nós tínhamos que bancar tudo. Até mesmo para fazer apresentações pagávamos a condução”, confessou o premiado coreógrafo e líder do grupo, Uanderson Farias, de 26 anos. O grupo surgiu em 2002, através do projeto Cartografia Urbanas - Estética do Hip-hop, na Escola Superior de Educação Física (ESEF/UFPel). Mas sua origem está no projeto dança de rua da Escola Estadual Nossa Senhora dos Navegantes.O grupo que começou com apenas quatro integrantes, além de chegar à formação profissional, acredita que a dança contribui para a cultura da sociedade e da periferia. O Piratas de Rua, no entanto, só mostrou a cara em 2003. Jovens do Fragata, loteamento Dunas, Simões Lopes, Balsa, aos poucos foram se unindo ao grupo, que teve 40 integrantes. A turma se reúne no prédio histórico do antigo ICH/UFPel, onde, no pátio, se localizam a sala Multiusos, utilizada para ensaios, oficinas, exposições, reuniões e atividades administrativas, e a Sala Mix. Ainda em 2003 veio a consagração. Já na estréia, no Porto Alegre em Dança, o grupo conquistou o primeiro lugar. “No final de tudo, o esforço é recompensado”, reconheceu Farias ao lembrar das rifas, bingos e pedágios na avenida Bento Gonçalves. Ao mesmo tempo que o coreógrafo aposta na abertura de espaço para a cultura da dança de rua, lamenta a falta de reconhecimento por parte dos patrocinadores. “Quando saímos vencedores, o que passa pela cabeça é todo esforço que tivemos para chegar até aqui”, comentou Jaseir Silva de Almeida, de 23 anos, que faz parte da primeira formação do Piratas.A próxima parada do grupo será o Festival de Dança em Joinvile, em Santa Catarina. A turma ainda pretende participar do Festival Internacional de Hip-hop, em Curitiba. Mas para isso, precisam de patrocínio. “O que incomoda é um ter um trabalho de incontestável reconhecimento no Brasil e ainda ter de ir para rua pedir dinheiro para cobrir os gastos com viagens”, desabafou Amaral.Uma questão de responsabilidadeAos 26 anos, Farias, conhecido por vovô, sente o peso e a responsabilidade em dobro. Primeiro por ser o criador dos movimentos que garantem ao grupo prêmios e conquistas pelo Brasil afora. Segundo por ser referência para os jovens adolescentes que buscam na dança um futuro melhor. “Sei que se eu ajudar um, este vai ajudar a outro e assim por diante. No final, todos se sentem valorizados e motivados a estudar, dançar e ter uma profissão”, avaliou.Mas para assumir tal postura, vovô cobra disciplina. “Sou exigente confesso.” Farias explica que a dança de rua tem seus passos básicos e, a partir deles, podem ser criados diferentes estilos. O Piratas da Rua tem como base o Freestyle Hip-hop dancing. O coreógrafo confessa que passa 24 horas pensando na criação de um novo movimento. “É só escutar uma música, que flui a coreografia”, admitiu.De cara e coracaoEla é a única mulher do grupo. Nem por isso recebe tratamento especial, apesar de ser considerada uma das melhores do grupo. Camila Freda, de 14 anos de idade, entrou para o Piratas há dois anos. Movimentos rápidos e sincronizados com os parceiros, garante ela, são frutos de sete horas diárias de ensaios. Mas Camila não relaxa nos estudos e freqüenta a escola pela manhã. “Tenho o total apoio dos meus pais”, comemorou. Carlos Eduardo Machado, de 21 anos, o Gugu, é um dos fundadores do grupo. Ele teve de superar a pressão que sofrera em casa, quando o assunto era trabalho e estudo. Tudo para assumir a dança de rua. “Hoje eu ganho dinheiro dando aulas em escolas e outras cidades e até na Brigada Militar”, disse orgulhoso. Para o jovem, o principal está na amizade do grupo. “Aqui pensamos como uma família. Existe parceria. O negócio é tirar o pessoal da rua, com pensamento ocioso”, afirmou. Machado faz questão de ressaltar que está se preparando para prestar vestibular para a Educação Física na Esef/UFPel.“Tudo é muito simples. Vai do querer de cada um”, opinou Taison Furtado, de 15 anos. O adolescente se refere aos movimentos frenéticos da dança. Para o jovem, fazer o “espelho” - ficar todos parados na mesma posição, é o mais difícil.Acompanham os três acima: Edipo Gonçalves Camargo (16), Paulo Renato Corrêa Monteiro (23), Tiago Soares Meireles (16), Jorge Luís Motta Machado (24), Solismar Silva do Rosa (26), Jones Ferreira Silveira (20), Rodrigo da Conceição Nunes (19), Diogo Silveira Oliveira (17), Giovane Teixeira (17) e Cristian Cardoso (16).O que é o Chibarro Mix CulturalA incubadora na Universidade Federal de Pelotas (UFPel) existe há oito anos. Agrega projetos de intervenção sociocultural voltados às populações mais carentes da sociedade. Em 2004, com recursos do Ministério da Cultura, a marca Chibarro Mix Cultural ganhou impulso e se tornou rede solidária, integrado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, professores e estudantes universitários, lideranças comunitárias e artistas de rua. O objetivo é preservar, fomentar e democratizar as manifestações artísticas populares. A incubadora Chibarro articula extensão universitária, produção cultural solidária, formação e capacitação, criação cênica, música, jornalismo comunitário, geração de trabalho e renda, memória e comunicação social. Entre as principais atividades estão as aulas e oficinas para comunidades da periferia (empreendedorismo cultural, dança, música, cultura digital, percussão, futebol, grafite e produção audiovisual), promoção e organização de eventos científicos, artísticos e culturais, ensaios sistemáticos dos grupos, participação em congressos e seminários acadêmicos, concursos artísticos e festividades comemorativas.

7.4.06

PIRATAS DE RUA NO ADOLESCENDO.COM

AMANHÃ (SÁBADO, 08/04) O ENCARTE DO JORNAL DIÁRIO POPULAR, ADOLESCENDO.COM SE RENDE AO SUCESSO E AO TALENTO DO PIRATAS DE RUA, CREW DE B.BOYS DA CIDADE DE PELOTAS. AMANHÃ POSTO AQUI A MATÉRIA COM A RAPAZIADA QUE ESTÁ EM SÃO PAULO, PARTICIPANDO DA TEIA CULTURAL.

ADIADO O FESTIVAL DA MARAMBAIA

O FESTIVAL DA MARAMBAIA QUE ACONTECERIA NO KATANGAS BAR, EM PELOTAS, DOS DIAS 17 A 23 DE ABRIL FOI ADIADO PARA O MÊS DE OUTUBRO.

5.4.06

SITE DA AUTO RETRATO


JÁ ESTÁ NO AR O NOVO SITE DA AUTO RETRATO.
www.bandaautoretrato.com.br
APAREÇA POR LÁ, FAÇA DOWNLOADS DE ALGUMAS MÚSICAS, TROQUE IDÉIA, COMUNIQUE-SE. VALE A PENA...OS GUERREIROS QUE INVESTEM PESADO NA REVOLUÇÃO ATRAVÉS DA MÚSICA.

3.4.06

ALKIMIA - NOVA DATA

A FESTA COM A PRESENÇA DE GAGUI IDV, BANCA CNR E MR. DIONES NO BAR ALKIMIA SERÁ NO DIA 27/05 (SÁBADO). A PARTIR DAS 23:00hs.

FESTA EM RIO GRANDE


APESAR DE TERMOS CANTADO AS 5:00 DA MANHÃ, JÁ COM A FESTA VAZIA, DEU PARA SENTIR O RESPEITO DOS IRMÃOS DE RIO GRANDE COM A GENTE. MAIS UMA VEZ FICOU COMPROVADO QUE AS TRETAS QUE ROLAVAM NO PASSADO ENTRE PELOTAS E RIO GRANDE JÁ SÃO COISAS DO PASSADO. VALEU TODO O RESPEITO E CONSIDERAÇÃO DE VOCÊS, TÂMO JUNTO. DIA 30/04 DEVEREMOS ESTAR AÍ NOVAMENTE. E NO DIA 27/05 O MR. DIONES (EX-ELEMENTO NEUTRO) VEM AQUI EM PEL PARA A FESTA NO ALKIMIA.